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População desocupada deve somar 14,5 milhões de pessoas, aponta especialista

Resultado da Pnad deve se manter próximo aos 14%; retomada econômica
deve acontecer quando 50% da população economicamente ativa for
vacinada.

A taxa de desocupação da população deve se manter próxima dos 14%, no
resultado da Pnad Contínua Mensal, que o IBGE divulgará nesta sexta-feira
(26). É o que aponta a análise do professor da Fipecafi, Marcelo Neves.
O especialista acredita que ainda que o mês de dezembro represente
tradicionalmente uma melhora na geração de vagas, por conta da pandemia
não se pode esperar por grande mudança no cenário. “Historicamente, a taxa
de desocupação possui uma sazonalidade quando a redução ocorre a partir de
março, porém, devido a pandemia e influenciado pelo auxílio emergencial do
governo, o nível de desocupação foi crescente até setembro. Adicionalmente,
desde 2012, dezembro é o mês em que o nível de desocupação chega ao mais
baixo durante o ano. Acreditamos que a tendência de redução da taxa de
desocupação deve permanecer no trimestre findo em dezembro de 2020,
porém deverá se manter próximo aos 14%, o que representa uma população
desocupada de aproximadamente 14,5 milhões de pessoas”, ressaltou.
Neves explica que dois setores geram mais vagas no último mês do ano e
existem dois motivos para explicar isso. “O último trimestre do ano e mais
fortemente no mês de dezembro é caracterizado pela geração de emprego no
setor do comércio varejista em geral e manutenção automotiva (oficinas,
concessionárias, autopeças e acessórios). Dois fatores contribuem para que
esses setores gerem mais empregos. O primeiro é devido a compra de
presentes e preparativos para as festas de fim de ano. E o segundo são que as
viagens no período de férias escolares antecipam a manutenção dos veículos
para dezembro. Ambos os fatores estão, também, associados a maior
disponibilidade de renda em função do pagamento da segunda parcela do 13º
salário”, explicou.
Oscilação do comércio
Nos últimos meses foi possível notar que diversas cidades passaram por
oscilação entre abertura e fechamento do comércio, o que causa impactos
para a geração de empregos. “A incerteza de continuidade da atividade
econômica de forma perene impossibilita os empresários de contratarem
novos funcionários assim como impede uma previsibilidade mínima a demanda
por estoques”, destacou Neves.
Taxa de informalidade
A melhora da atividade econômica favorece a criação de novos postos de
trabalho, no entanto, a pandemia provocou uma mudança na qualidade dos
empregos que estão sendo gerados. “O trabalho remoto demanda habilidades
em tecnologia da informação mais amplas para uma população com maior
escolaridade. Segundo o Caged, houve geração de 142 mil novos postos de
trabalho durante o ano, porém a informalidade permanece em níveis próximos
ao período que antecede a pandemia e a desocupação em taxas ainda
maiores”, apontou.
O especialista pondera ainda sobre as perspectivas para que se possa absorver
o trabalho informal nos próximos anos. “Agravado pelo baixo nível de
escolaridade do trabalhador e com os atuais níveis de consumo e
investimentos na economia, não há perspectiva de crescimento econômico
significativo nos próximos anos que possa absorver o trabalho informal.
Consequentemente o trabalho informal tende a reduzir a renda média, uma
vez que os salários pagos na informalidade são menores que os dos empregos
de carteira assinada”, disse.

Fonte*Amazona News

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